|
<= Voltar ao
Menu de Estudos
As 7 Igrejas da Ásia
Texto-Chave: Ap 1: 10 – 11
Deus
enviou mensagens para o apóstolo João e esse passaria essas profecias
para sete igrejas da Ásia. Vejamos os detalhes e os anúncios dados
através do livro de Apocalipse, na Bíblia Sagrada.
I .
Éfeso (Desejável)
- (Ano 0 – 100): Ap 2: 1 - 7
Era da
pureza apostólica.
Elogio:
Ap 2: 2. Reprovação: Ap 2: 4
É a época
dos apóstolos, durante o século I. Tempo de grande crescimento (chegaram
a uns 6 milhões).
Eles
aborreciam as obras dos Nicolaítas (que praticavam os pecados de Balaão).
Numa só
geração foi o evangelho levado a toda nação debaixo do céu. Pouco a
pouco ocorreu, porém, uma mudança. A Igreja perdeu seu primeiro amor.
Ela tornou-se egoísta e amante da comodidade. Foi acalentado o espírito
do mundanismo. O inimigo lançou o seu fascínio sobre aqueles a quem Deus
dera luz para um mundo em trevas.
II .
Esmirna (perfume suave)
– (Ano 100 – 313): Ap 2: 8 - 11
Era de
perseguição e martírio.
Elogio:
Ap 2: 9. Na maioria dos casos, os que aceitavam o evangelho eram
emocionalmente pobres e estavam em condição social desfavorável.
Foi o
período de horrendas perseguições do Império Romano contra os cristãos,
que foram queimados vivos, decapitados, entregues às feras no circo
romano, etc. Para esses fiéis mártires do Senhor não tem reprovação: “
... tereis tribulação de dez dias” (Ap 2: 10). Os ataques aos cristãos
continuam até 313 D.C.a, quando foi reconhecida como a religião legal
(oficial) do Império Romano.
III.
Pérgamo
(elevação) – (Ano 313 – 590): Ap 2: 12 - 17
Era dos
compromissos (com o Estado)
Elogio:
Ap 2: 13. Reprovação: “ ... e tens lá os que seguem a doutrina
de Balaão... os que seguem a doutrina dos Nicolaítas... Portanto,
arrepende-te... Ap 2: 14 – 16. como Satanás não pode destruir a Igreja
com as perseguições, tratou de corrompê-la e colocá-la em compromisso
com o Estado, introduzindo na Igreja pagãos não-convertidos e que
conservaram parte de suas idéias. Esse paganismo na Igreja foi tirando
sua força espiritual. A “Espada do Espírito” torna-se espada de punição
para os que rejeitam o amor de Cristo, deturpam a verdade e se opõem a
seu povo.
IV.
Tiatira (sacrifício de contrição)
– (perseguição de 590 à 1517):
Ap 2: 18 –
29
Era da
Apostasia. Elogio: Ap 2: 19. Reprovação: Ap 2: 20.
Alguns
cristãos foram leais a Cristo durante esse período. Em terras que
ficavam além da jurisdição de Roma, existiram por muitos séculos
corporações de cristãos que permaneceram quase inteiramente livres da
corrupção papal. Os valdenses e os seguidores de Wycliffe e Huss estavam
mais perto do cristianismo apostólico do que a maioria de seus
contemporâneos. Tiatira significa “sacrifício de contrição” e
adequadamente representa o período da história da Igreja em que a fé
simples foi mudada por meio da apostasia, ou sacrificada, sendo
substituída por obras e penitências. Jezabel, filha de um rei sidônio,
adoradora de Baal, a qual introduziu idolatria e corrupção religiosa em
Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção religiosa aberta. A
Igreja se paganizara.
Em todo o
tempo do cristianismo sempre houve joio no meio do trigo, mas a Igreja
de Jesus Cristo é a coluna da verdade. Por isso, devemos sempre nos opor
a tudo o que é contrário à Palavra de Deus, para sermos aprovados e não
reprovados. ( Mt 13: 24 – 30; I Tm 3: 15)
::.. Parte 2 ..::
Texto-Chave: Ap 1: 10 – 11
Continuaremos a estudar as sete Igrejas da Ásia, agora com as três
últimas.
I.
Sardes (cântico de alegria)
– (Ano 1517 – 1730): Ap 3: 1 -6
Era da
Reforma.
Elogio:
Ap 3: 4. Reprovação: Ap 3: 1b
Sardes
corresponde à Igreja no século XVII e a primeira parte do século XVIII,
quando a verdade bíblica começou a abrir caminho por meio da pregação
dos reformadores.
Apocalipse
3: 2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a morte de seus
fundadores, deixaram morrer parte das verdades descobertas e pregadas
pelos reformadores. Os que lideravam a Reforma eram homens de vigorosa
consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já
haviam sido ganhas, acomodaram-se em uma religião organizada. Estavam
espiritualmente “mortos” e não tinham, portanto, o poder do Espírito
Santo para realizar as obras que Deus pudesse aceitar.
II.
Filadélfia (amor fraternal)
- (Ano 1750 até o arrebatamento): Ap 3: 7 -13
Era do
avivamento. Elogio: Ap 3: 8
Muitos
concordam que essa Igreja descreve uma época que iniciou em cerca de
1750 e que irá até o arrebatamento. Em 1759 explodiu novamente a obra
missionária que estava parada desde o terceiro século, foi o que se
chama na História da Igreja, o Moderno Movimento Missionário.
Essa é a
verdadeira Igreja, que subirá no Arrebatamento, diante de uma época, em
que o falso e o impuro seria o comum, a ponto de as famílias se
acostumarem com as coisas erradas.
Tempo de
grande impureza e de mentiras (Ml 3: 14 – 18; II Tm 3: 1 -13;
Lc 17: 26
– 30)
A força de
Filadélfia era a fraqueza, pois a força se aperfeiçoa na fraqueza. A
força de Filadélfia não está no dinheiro, propriedades, prestígio
humano, mas ela vem da Graça do Senhor. ( II Co 12: 9)
III.
Laodicéia (apóstata)
– (Ano 1900 até a Grande Tribulação): Ap 3: 14 – 22
A Era
presente.
Elogio:
não há. Repreensão: Ap 3: 15 – 16
Representa
a pior das Igrejas. É a Igreja de hoje, super moderna, que tem
substituído o culto de Deus por muitas coisas profanas. É a Igreja
materialista e rica que acha que não precisa de mais nada. É a Igreja
que colocou Jesus do lado de fora. Representa a última corrupção da
Igreja pouco antes do Retorno de Cristo, nos dias atuais.
Podemos
dizer que atualmente há duas espécies de igreja no meio de tantas: a de
Filadélfia e a de Laodicéia. Se nós estamos sabendo disso, temos a
grande responsabilidade de preservar a Igreja de Filadélfia e lutar
contra a corrupção de Laodicéia.
|